CHAMADA DO CLTS 37
Sejam todos bem-vindos ao Concurso Literário de Terror e Suspense (CLTS). Embarcamos na trigésima sétima edição repletos de boas ideias e ansiosos pelas histórias que estão por vir!
DO REGULAMENTO
01) O Concurso Literário de Terror e Suspense é totalmente gratuito e aberto ao público interessado, desde que concordem com as regras estabelecidas na presente chamada.
02) Para que possa participar do Concurso, o autor deverá ter no mínimo 01 (um) ano de atividades aqui no Recanto das Letras ou provar sua identidade junto à organização do CLTS. (A pedido dos autores, esta regra entra em vigor com o objetivo de vetar a participação de perfis fakes).
03) Os temas desta edição serão: BIBLIOTECA, HORROR SOCIAL, IMORTALIDADE, MITOS NÓRDICOS e NORDESTE MACABRO.
04) Cada autor poderá participar com 01 (um) texto inédito no RL nos gêneros terror/suspense, que será postado em sua própria escrivaninha na categoria Terror. No momento da postagem, o autor deverá, após o título, acrescentar a sigla CLTS e o número da respectiva edição. Ex: A CASA MACABRA – CLTS 37. No fim da postagem, deverá indicar o tema ou temas escolhidos.
05) O autor participante autoriza a divulgação de seu conto nas mídias eletrônicas e impressas do CLTS sem prejuízos a seu direito autoral.
A) Para efetivar sua participação, o texto deve ser encaminhado ao e-mail: cltsoficial@gmail.com. OBS.: Se faz necessário ter uma cópia do conto para verificação dos limites mínimo e máximo de palavras.
B) O autor poderá enviar uma foto de domínio público e uma pequena sinopse para divulgação do seu conto; caso não o faça, a administração continuará realizando este trabalho.
06) O período de postagem inicia-se no dia 31 de outubro e terminará em 29 de novembro (2026) às 23:59 hrs de Brasília.
07) A fim de efetivar sua participação, o autor deverá indicar um perfil ativo no Instagram. O participante deverá aceitar a postagem da chamada de seu próprio conto em colaboração com a página oficial do CLTS.
O perfil de Instagram indicado deverá ter, no mínimo, 50 seguidores e estar configurado como público. Além disso, esperamos que o autor promova ativamente seu conto nas redes sociais durante o certame, ampliando o alcance da divulgação.
REGRAS DOS COMENTÁRIOS
(ATENÇÃO PARA A ALTERAÇÃO DA REGRA Nº 11)
08) Cada participante deverá ler e comentar de forma imparcial todos os textos do presente concurso exceto o seu próprio. Caso deixe de comentar ou comente de forma ofensiva/pejorativa, o autor terá o texto excluído do certame. Evitem debates ou discussões sobre os textos. Respeitem o estilo e a opinião alheia.
09) Comentários rasos, breves, ou genéricos serão passíveis, de advertência e solicitação para refazê-lo. Caso o comentarista venha a reincidir a falta no certame corrente, o autor será desclassificado. Os comentários serão analisados pela administração.
10) Os comentários deverão estar dentro dos seguintes critérios: devem ter no mínimo 80 palavras, descontados saudações iniciais e finais. Citações literais, ou seja, partes copiadas dos contos inseridas nos comentários também não contarão com o número mínimo. Assunto totalmente fora do contexto, também será desconsiderado.
O comentarista poderá analisar o enredo, a trama, adequação ao tema, domínio da escrita, capacidade de envolver o leitor dentre outros elementos do texto.
Dúvidas em relação aos comentários e temas, pedimos que leiam os textos:
11) Por parte do autor do conto, serão permitidos agradecimentos ou breves esclarecimentos sobre partes do texto, desde que não gerem animosidades. Discussões e troca de ofensas são vedadas. Caso o autor se sinta prejudicado por alguma análise injusta ou tendenciosa, deverá entrar em contato com o e-mail oficial do CLTS para que o pedido seja analisado.
(OBS.: a proibição de réplicas foi revogada, tendo em vista que a Administração notou a evolução no trato entre os participantes)
12) O período de comentários se inicia junto com a postagem do primeiro conto e terminará em 13 de dezembro (2026) às 23:59 hrs de Brasília.
13) Os textos deverão ter no mínimo 1500 (mil e quinhentas) palavras e no máximo 3200 (três mil e duzentas) palavras excluindo-se o título.
14) Os temas da próxima edição deverão ser indicados da seguinte forma: 02 pelo primeiro colocado, 01 pelo segundo colocado, 01 pelo terceiro colocado e 01 pela organização.
15) O período de votação previsto será de 30 de novembro a 13 de dezembro às 23:59hrs de Brasília, e o voto será dado em um post específico aqui em nossa página.
(OBS.: Aconselhamos os autores a não deixarem para o último dia a postagem das notas e comentários; caso ocorra algum problema a administração estará às ordens)
16) As notas serão distribuídas de 05 a 10 obedecendo aos seguintes critérios, sob pena de eliminação.
A) O leitor poderá dar no máximo:
três notas 10
três notas 09
três notas 08
B) Notas 05 até 07 estão liberadas.
C) A menor e a maior nota recebida por cada participante serão desconsideradas.
OBS.: Caso o participante, como menor nota, tenha recebido quatro notas 05, uma será eliminada contando apenas as 03 notas restantes; mesmo caso se receber 04 notas 10, uma será desconsiderada.
17) Autores que deixarem de cumprir qualquer norma do CLTS por duas edições estarão impedidos de participar da edição subsequente, podendo retornar após cumprir o congelamento.
PARA PARTICIPAR DO CONCURSO LITERÁRIO DE TERROR E SUSPENSE, BASTA DEIXAR UM COMENTÁRIO NESTA PÁGINA ACEITANDO TODOS OS TERMOS DESTE REGULAMENTO.
TEMAS:

BIBLIOTECA
A biblioteca é o paraíso dos leitores – e, por que não, dos escritores! É aqui onde nasce a verdadeira inspiração para a escrita; é no contato com os mestres do passado e com a sabedoria dos livros que emergem as ideias extraordinárias. Seja qual for o seu objetivo ao entrar nesse templo literário, aprecie sem moderação! Nunca é demais o hábito de leitura, nunca se perde com ela.
Aliás, há uma hipótese de perda, sim: já pensou se esse espaço se transformar em um antro de... morte, sofrimento, terror?!
Criaturas espreitam por entre as prateleiras, escritores mortos ressurgem das brumas do tempo, seres estranhos saltam das páginas dos livros! Você pode prever o que encontrará atrás daquela prateleira? Ou então você dobra a esquina dos romances e dá de cara com uma seção inteira de... trigonometria avançada! Isso é aterrorizante por si só (pelo menos para quem é da área de humanas!).
Brincadeiras à parte, chamamos os autores a pensarem a biblioteca como um cenário arrepiante, para além dos meros livros de terror. Usem a imaginação!

HORROR SOCIAL
Diz-se que a realidade é mais estranha (e assustadora) do que a ficção. De fato, é o que parece quando nos deparamos com os horrores diários causados pela pobreza, com as tragédias humanas que se repetem, com o mal bruto que parece emergir das pessoas, com os grandes erros cometidos ao longo da história.
Para o ficcionista, esse sentimento de estupor diante do mundo dos homens pode significar um farto material para sua imaginação; e também para a arguta crítica!
O terror aqui deixa o clichê da casa mal-assombrada, dos fantasmas e dos assassinos e passa a adentrar as estruturas sociais opressoras. Perseguição política, discriminação, segregação, preconceito, miséria econômica, miséria moral: tudo isso pode se tornar fonte de medo, que é o veículo para reflexões mais profundas sobre a própria sociedade.
Portanto, caro autor: trabalhe com esse realismo bruto, explorando as mazelas sociais dentro de seu texto!

IMORTALIDADE
Você gostaria de viver para sempre?
Desde os primórdios, o homem se faz essa pergunta. Contempla a morte com temor e sonha em vencê-la. Está nos mitos, está no ideal humano de suplantar o divino. Reis, heróis, feiticeiros, aventureiros, cientistas e loucos já sacrificaram tudo em busca da fonte da juventude. Outros mais excêntricos, como os escritores, os artistas e os grandes pensadores, pensaram em alternativas: eternizaram-se em suas obras, em seu legado.
Isso é trapacear a morte? Ter seu nome lembrado pelas eras é o primeiro passo. Mas quem garante que ele não possa ser esquecido? Nações desaparecem, impérios caem, as novas gerações apagam a memória de seus antepassados. Depois de séculos, quem se lembrará? Exceto por uns poucos acadêmicos que carregam livros empoeirados pelas universidades, talvez suas memórias acabem na lata de lixo da história.
Mas o que aconteceria se a morte pudesse, de fato, ser enganada?
Os antigos se valiam da imortalidade da alma. O corpo passa, mas todo o resto permanece, diziam. Podemos não ter consciência disso. Portanto, não estamos propriamente enganando a morte: esta seria parte de um processo. É uma forma de encarar a questão. Mais recentemente, cientistas advogaram que o ser humano pode se tornar eterno, se se permitir certas coisas como tratamentos genéticos, criogenia e clonagem.
Quem está certo? Não sabemos. Mas podemos especular, e isso é tarefa dos ficcionistas. Quais as consequências de ter uma existência eterna? Uma bênção ou uma maldição? Um dom divino ou uma condenação? A imortalidade pode exigir um preço terrível ou revelar que a própria eternidade é algo muito pior do que morrer.
Neste tema, explore os mistérios, horrores e consequências de existir para sempre.

MITOS NÓRDICOS
No princípio, não havia mundo, nem céu, nem estrelas. Existia apenas Ginnungagap, um abismo imenso e vazio, espremido entre dois extremos: Niflheim, o reino de gelo e névoa, e Muspelheim, a terra do fogo primordial. Quando o calor encontrou o frio, o gelo derreteu e, de suas gotas, surgiu Ymir, o primeiro dos gigantes. Enquanto dormia, seres monstruosos brotavam de seu próprio corpo. Das axilas nasceram um homem e uma mulher; de seus pés, outra criatura. Assim começou a linhagem dos gigantes, antigos inimigos dos deuses.
Mais tarde, três irmãos — Odin, Vili e Vé — enfrentaram Ymir e o mataram. O sangue do gigante inundou o vazio, afogando quase toda a sua descendência. Então, os deuses utilizaram seus restos para construir o universo: da carne fizeram a terra; dos ossos, as montanhas; dos dentes, as pedras; do sangue, os mares. Seu crânio tornou-se a abóbada celeste, sustentada por quatro anões, enquanto seu cérebro foi lançado aos céus e se transformou nas nuvens. Das fagulhas de Muspelheim, os deuses criaram as estrelas.
O mundo nasceu do cadáver de um gigante. E talvez algo daquela criatura primordial ainda permaneça oculto sob as montanhas, adormecido nas profundezas dos oceanos, aguardando o momento de despertar.
Este é o relato da criação, segundo a mitologia nórdica.
A mitologia nórdica, também chamada mitologia viking, mitologia germânica ou mitologia escandinava, é o conjunto de lendas fundadoras dos povos que residiam no norte da Europa. Trata-se de um universo de deuses condenados, monstros ancestrais, profecias terríveis e destinos inevitáveis. Uma tradição riquíssima e que, até hoje, reverbera na cultura ocidental.
Caro autor: você é livre para explorar as lendas dos antigos povos escandinavos, reimaginando suas histórias ou criando narrativas originais inspiradas em suas divindades, criaturas e crenças.
Mergulhe nos segredos de Odin, na fúria de Thor, nos artifícios de Loki, na monstruosidade de Fenrir e nos presságios do Ragnarök. Explore os nove mundos, os reinos dos mortos, os gigantes primordiais e as forças que existiam antes mesmo do nascimento dos deuses.
Aqui, a criação pode ser um ato de violência, a sabedoria pode exigir sacrifícios terríveis e até mesmo as divindades podem temer aquilo que se esconde além dos limites da existência.
Se o universo nasceu do cadáver de um monstro, que horrores ainda podem estar escondidos em suas entranhas?

NORDESTE MACABRO
Oxente, meu fi! Tu acredita em assombração? Pois devia. Tem coisa neste mundo que é melhor deixar quieta, segredo que não se conta nem depois de morto e história que os mais velhos interrompem no meio, fazem o sinal da cruz e mandam a gente ir dormir. E, se perguntarem por quê, desconversam. É que tem nome que acorda defunto e promessa que, mesmo depois de cem anos, ainda cobra pagamento.
Pois é. Deixamos as gélidas terras do norte europeu e, agora, da nossa nau literária, avistamos o caloroso Nordeste Brasileiro. Que viagem, hein? Essa jornada veio bem a calhar. Ora, o Nordeste é rico, tão ou mais rico do que o cenário nórdico.
O macabro aqui pode brotar de uma reza antiga ou de um causo contado baixinho, quando a madrugada já vai alta em noite de lua crescente, esta que é espelhada pela areia do sertão ou pelas águas da Baía de Todos-os-Santos. Pode estar nas histórias de encantados, nas visagens que aparecem a quem não devia estar naquele lugar, nos segredos interioranos ou naquilo que o povo jura ter visto, mas não quer ver de novo.
No Ceará, há uma caminhada que nasceu da memória de gente que sofreu e morreu durante uma das páginas mais dolorosas da história sertaneja. Em Senador Pompeu, os passos dos vivos seguem em homenagem às almas dos que padeceram na seca — é a Caminhada das Almas. Uma caminhada de fé, memória e promessa. Mas imagine, meu fi, se um dia alguém percebesse que os mortos também resolveram acompanhar a procissão...
Nas águas do Piauí, dizem que uma criatura carrega uma maldição que nem o tempo conseguiu desfazer. A lenda do Cabeça de Cuia, um sujeito que foi amaldiçoado pela própria mãe! Enlouquecido, ele se jogou no rio Parnaíba, onde seu corpo nunca foi encontrado. Acredita-se que ele vaga pelas águas atacando embarcações e assustando banhistas.
Vixe. Já pensou nessas coisas? Cruz em credo!
Neste tema, mergulhe nas lendas, nas tradições e no imaginário popular do Nordeste Brasileiro. Recrie narrativas antigas ou invente novos horrores, seja de qual tipo forem. Lembre-se: o medonho, o bizarro e o sobrenatural podem estar além da caatinga e das estórias de banditismo dos cangaceiros; podem estar tanto numa praia paradisíaca quanto numa rua movimentada das grandes e históricas cidades; numa casa de família simples do sertão ou no silêncio de uma capelinha abandonada depois da última reza.
E, se um dia alguém lhe contar um causo desses, escute com atenção. Mas não faça pouco, não. Que o povo antigo sabia de umas coisas que a gente ainda não aprendeu a explicar.
Porque tem história que é só história. E tem história que, depois de contada, começa a procurar quem a escutou.